Resident Evil 7 é uma imersão em um universo de terror e medo!

Resident Evil 7 está sendo a grande sensação do momento e me arrisco em dizer, uma das maiores da história dos videogames. O novo jogo de terror da Capcom chegou como um “refresh” aos títulos anteriores da franquia. A empresa apostou todas as fichas em uma nova mecânica de jogo, com visão em primeira pessoa e distante dos icônicos protagonistas da série.

O novo Resident Evil se mostrou mais maduro e com uma pegada totalmente diferente, sem deixar de lado a sua essência verdadeira do terror. A marca é um clássico do seu estilo para os consoles, que desde 1996 vem cativando cada vez mais fãs. A aposta da Capcom não parou apenas no fato da câmera do jogo ser em primeira pessoa mas também pelo motivo de já ser compatível com realidade virtual, a mais nova tecnologia para o entretenimento.

Ao invés do uso de um personagem dos jogos anteriores, a Capcom optou em colocar o jogador no papel do personagem, para que realmente fizesse sentido todo o suspense e terror do novo título. Os três últimos títulos da franquia saíram um pouco fora do que era considerado “padrão de terror Resident Evil” e isso resultou em inúmeras críticas negativas com os jogos. A franquia precisava ser reinventada e reestruturada, para criar um outro nível de entretenimento e interação com os jogadores, algo mais realista.

O que seria melhor do que colocar um jogador dentro do jogo, ou melhor, em uma mansão assombrada, abandonada por Deus, com uma família maníaca e canibal? Nada! Bastava juntar todos estes ingredientes e colocar juntos na trama do sétimo título da franquia. Porém algo novo precisou ser acrescido para causar mais pavor aos fãs e então a Capcom adicionou um ingrediente extra: O sobrenatural.

A sacada do Resident Evil 7 não é colocar o jogador em pandemia zumbi e sair atirando em tudo e todos que se mexem mas sim explorar os diferentes cenários do jogo. Não basta apenas seguir pela próxima porta para avançar no jogo, é necessário juntar os quebra-cabeças e solucionar os vários enigmas espalhados pela mansão. É necessário resolver os mistérios da mansão e no fim fugir de lá para nunca mais voltar.

O ambiente obscuro, sujo e assustador da mansão dos “Bakers” intensifica ainda mais o nível de cautela que os jogadores precisam ter ao dar o próximo passo. A visão em primeira pessoa te coloca na frente de todos os acontecimentos da casa, bem como ficar cara a cara com os entes queridos da família Baker ou das criaturas sobrenaturais que habitam a residência.

As escolhas dos jogadores precisam ser as mais cautelosas possíveis para evitar que algo de errado no meio do caminho. No mesmo estilo dos jogos anteriores da franquia, em Resident Evil 7 os jogadores precisam escolher o que deixar nos baús espalhados pela mansão e o que levar consigo para garantir o sucesso da próxima investida. O espaço do inventário do jogador é limitado, por tanto as escolhas precisam ser exatas – Quais armas levar, se deve levar munição ou não e quais itens “chave” do jogo precisam ser carregados para destravar alguma porta ou resolver algum mistério. É bucha meus amigos! Não vá pensando que o novo jogo é melzinho na chupeta, porque não é, pelo contrário, é bem desafiador.

O grau de dificuldade do jogo no modo normal, já oferece muitos desafios para o jogador, que dará com a cara na parede muitas vezes, até acertar a porta.

Além disso, o jogo conta com uma série de histórias paralelas, que são contadas e jogáveis através das inúmeras VHS espalhadas pelo jogo, que precisam ser inseridas no vídeo cassete para que o jogador possa imergir nelas.

Ao jogar Resident Evil 7, você sentirá como se estivesse sendo seguido por alguém o tempo todo, e vou dizer uma coisa para você, pode ter certeza que está! As paredes espalhadas por toda a cada, tem ouvidos ( e olhos), então cada passo seu é observado pelos Bakers, que não são nada amistosos.

Bater ou Correr? Eis a questão!

Quando você sair por uma porta e de repente dar de cara com um “monstrinho”, uma recomendação é certa, corra! É muito mais fácil você evitar confrontos com os inimigos da casa, do que cair na porrada com eles ( pelo menos até você ter munição suficiente), pois estes “carinhas” tem uma força sobre-humana.

Quando o jogador se depara com os “chefões” da família Baker, na maioria das vezes os confrontos são cinematográficos, enchem os olhos com tamanha definição de detalhes. Porém para encarar os chefões, é necessário estar garantido até os dentes e assim evitar uma morte quase certa. Armas e ervas de cura são essenciais durante a aventura pela sombria mansão da família e montar a estratégia certa pode ser a diferença entre viver ou morrer.

Gráficos e Áudio

Que a qualidade gráfica do jogo está excelente e extremamente realista, isso não dá para discutir, já que é opinião geral do público e da crítica como um todo. A Capcom fez um excelente trabalho gráfico ao longo de todo o jogo, bem como nas animações também. A casa possui elementos interativos, como cadeiras e objetos que reagem conforme as ações do jogador, dando mais realismo a trama. Os móveis, quadros, rachaduras e infiltrações em uma casa digna de terror foram montados nos mínimos detalhes para tornar a ambientação do jogo ainda mais sinistra. Há muita sujeira, baratas e restos mortais, tudo isso muito bem balanceado para criar a melhor experiência (e a mais realista) para os jogadores. São gráficos surreais, incrivelmente fieis a realidade. Os personagens assustam com a perfeição de suas modelagens 3D, expressões faciais e movimentos. É tudo muito perfeito e serve como pontapé inicial para o sucesso do sétimo jogo da franquia.

O áudio do jogo é algo ainda mais sinistro e quando colocado junto com os gráficos, formam um conjunto harmoniosamente perfeitos, digno de um filme muito bem dirigido. São efeitos que não acabam mais, ruídos, sussurros, sons de coisas caindo, passos de pessoas e muitos outros, que criam um ambiente muito assustador para quem estiver jogando. Agora isso tudo é perfeito jogando normalmente, agora imagina quão real e assustador fica tudo isso se jogado com Realidade Virtual. É de saltar os olhos!

Portanto, a Capcom soube investir muito bem no seu novo jogo, que tem tudo para carregar o nome da franquia de jogos de terror mais assustadores dos videogames. Resident Evil 7 honra o nome que carrega e mostra que mesmo inovando, não deixa de ser um grande título de terror para os consoles da nova geração.

A História

O jogo coloca você na pele de “Ethan Winters”, que parte em busca da sua namorada desaparecida há alguns anos. A namorada de Winters envia uma mensagem um tanto enigmática para o rapaz, dando as direções para que ele possa chegar até onde ela supostamente está. Ao chegar lá, o personagem irá se deparar com uma casa aparentemente abandonada, forças sobrenaturais e uma família da pesada, com hábitos alimentares nada convencionais.

Este será o início da história, que colocará o protagonista (ou seja, você) no caminho dos Bakers, até que após resolver vários quebra-cabeças e matar uma série de charadas, consiga desenrolar a trama para compreender tudo o que aconteceu naquela casa.

Conclusão

Resident Evil 7 provou que inovar nem sempre é sinônimo de fracasso e mesmo que toda uma mecânica de jogo fosse modificada, ainda assim a sua essência seria mantida de pé. É muito fácil se identificar com o jogo, que por horas fará você recordar dos primeiros títulos da série, com muito suspense, efeitos sonoros assustadores e muitos sustos, que farão você dar um “pause” no jogo. A boa trama de terror de Resident Evil continua viva em seu sétimo título e com uma grande quantidade de quebra-cabeças para serem resolvidos, juntamente com as histórias paralelas que se desenvolvem junto com o jogo.

O jogo faz jús ao nome e merece a atenção dos seus fãs, em um universo imersivo, tenso e com uma história bastante convincente. Você com certeza precisa jogar o novo título de terror da Capcom.

Conheça os personagens do jogo clicando aqui.

Resident Evil 7 tem data de lançamento para dia 24 de janeiro de 2017 e sairá para Playstation 4, Xbox One e PC.